Você pode sentir se quiser, claro que pode. Seu corpo deitado no chão frio, as pequenas pedrinhas que se afundando contra sua pele, a dor. Ah! A dor lancinante lhe cortando as entranhas, tão forte que mal saber qual a origem, deve ser de onde vem o sangue, você pensa. E o sangue, tu podes ver se quiser, o vermelho vivo sobre um marrom sútil da terra, a escuridão de uma noite sem luar, as ervas daninhas sempre nascendo onde ninguém as quer. E o cheiro medonho de sangue, suor e o melhor de todos, m e d o.
Ah mais não iremos nos prender aos menores detalhes, não, você sabe que não temos tempo, precisamos terminar isso com sobreviventes, tem um assassino aqui, e precisa correr.
Então ignorando toda a dor precariamente fica de pé, um pouco curvado começa a caminhar. E caminha pra onde? Não sabemos ainda, para longe, oui oui, andas mal meu pequeno. Andas tu tão devagar, e quer com todas as forças correr, mais dói, d e s e s p e r o,
Chora, e sente o único calor aparente escorrendo pelo contorno do seu nariz.
Olha o entorno pequeno tu não estas sozinho.
- tem estrelas no céu hoje. A voz diz. Sabe, eu detesto estrelas, eu detesto muitas coisas, não por favor, não pense bobagens, você é só um brinquedo, e eu gosto dos meus brinquedos.
- por fa...vor! Suplicamos.
- querida as pessoas me chamam de louco, mas eu não sou louco, sou são o bastante para saber que brinquedos nunca falam.
Primeiro um estouro, e então, centímetro por centímetro você sente a bala atravessar sua cabeça, dói, puta merda! Como dói, mas é tudo muito rápido e então..
nada
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