sábado, 20 de junho de 2015

Cores em Super Slow Motion


Esqueçam essas discussões religiosas e políticas. Por favor! E vamos perder nosso tempo com coisas que em nada acrescentam mas são um barato de ver. Gavin Daniel   formam um duo insano com ideias geniais e filmam tudo isso em super câmera lenta. Os dois tem um canal no youtube chamado  The Slow Mo Guys. Compartilho com vocês os meus favoritos. ;)





                                          






quinta-feira, 18 de junho de 2015

Acorda Julia! - parte dois.



               Untitled



- Acorda Julia! Eu nem acredito que você ainda dorme, estamos atrasadas, tu não tem jeito mesmo né?

Irritada aquela voz que eu sabia a quem pertencia, mas mal conseguia ver, balbuciava freneticamente.

- Ei calma, já ta tudo arrumado, eu só preciso escovar os dentes e trocar de roupa, coisa rápida, e então agente vai, fica tranquila. Falei meio grogue.

-Tranquila? Era para tu está na porta me esperando, passei meia hora buzinando e nada, vamos chegar lá depois de todo mundo.

-Amanda da um tempo vai, não é o fim do mundo, a vida de ninguém está dependendo disso, podemos chegar a qualquer hora, ninguém vai demitir a gente...

Aquela garota enraivada tinha suas razões, no entanto eu não adquirir o hábito de acorda cedo, muito menos em feriados.

Entramos no carro após vinte minutos, ela ainda reclamava. Eu mal ouvia todo aquele discurso solene, nem queria ir naquela viajem, muito menos gostava daquela dúzia de imbecis que ia, porém estava cumprindo com meu dever de boa amiga, perdendo toda a minha folga, para Amanda ganhar três dias junto do rapaz de quem gostava.

Quatro horas depois e chegamos a um lugar longe de qualquer civilização inteligente, sem sinal de internet nem de celular, só eu e aquelas pessoas, que sugavam álcool feito esponja e coitavam como coelhos, rindo dessa idiotice fui apresentada a eles.

Aquele lugar todo tinha um ar pesado e agoniante, era difícil explicar aquela sensação, de fato era ruim, um mau pressentimento me dominava. Corri os olhos pelo entorno, era uma clareira enorme, com uma grande casa amarela aparentemente do século passado no centro, ao lado duas piscinas retangulares, árvores por todo canto. Entretanto um casebre no fundo daquele lugar, quase dentro da mata, foi oque mais prendeu minha atenção. Era um pequeno levantado de madeira.

O caseiro era um homem simpático e bem humorado de meia idade, vi ele encostado ao cercado enquanto conversava, ria e gesticulava com outro homem, acenou para mim com um belo Sorriso, retribui o aceno enquanto caminhava em direção ao carro, já estava anoitecendo e antes de ficar escuro demais iria buscar uns cobertores q havia esquecido no banco traseiro. Coloquei a chave na fechadura da porta do motorista, puxei de volta, e por ali com dificuldade agarrei os cobertores, destravei e travei as portas de novo para me certificar, então bati a porta e "putz!" Esqueci a droga da chave dentro do carro, tentei por alguns minutos recupera-la em vão, desistir e voltei o sol já dizia adeus, resolveríamos isso depois.

Naquela primeira noite bebi e fingir ser sociável, já era tarde quando meio tonta decide ir dormi, fui acompanhada por uma moça que mal conseguia andar, ajudei a pobre a se deitar e logo em seguida apaguei.

Acordei pouco depois com um barulho estranho "gritos", olhei o relógio, e os ponteiros marcavam exatamente três horas, " ainda acordados?" levantei e caminhei até a janela para observar todo aquele alvoroçamento. Contudo vi algo muito diferente do esperado, abafei o grito que me fugiu com a mão, me abaixei torcendo pra não ter sido vista “eu estava sonhando, acorda Julia!".

No último quarto daquele gigantesco corredor, Adelaide a garota bêbada, ainda dormia, corri até la e tentei acorda- lá, nem se moveu, com muito esforço a puxei ate o banheiro e a coloquei dentro de uma enorme banheira de porcelana branca, pensei em trancar a porta, mas imaginei q chamaria atenção, se olhado da porta o local pareceria vazio, essa garota era uma pedra dormindo se continuasse assim acordaria viva, joguei dois cobertores sobre ela e um travesseiro abaixo de sua cabeça, me pareceu o bastante, arrumei as camas, ouvi mais alguns gritos, dois tiros, e um discreto rangido de porta. Atrás de mim uma janela de madeira parecia ser minha única saída.

Cai de pé em pequenas pedrinhas de brita, encostei com cuidado a janela por fora, esperei por alguns segundos e então corri rumando à mata escura e fria, que agora me parecia segura. Um sereno fraco e gelado caia do céu na copa das árvores, escorria por suas folhas e pingava sobre meus ombros, o chão sobre meus pés era lamacento e escorregadio, tive dificuldades em caminhar naquele terreno. Estava descalça vestida apenas uma calça de moletom e uma blusa fina, ambas encharcadas, o frio era quase insuportável, contudo a minha maior preocupação era não saber oque fazer, parecia uma covarde fugindo de tudo, talvez ainda estivesse alguém vivo precisando de ajuda. Era uma ideia burra, a pior burrice da minha vida, mas eu tinha que voltar lá, afinal eu era uma mulher ou um rato?

Continua. . .






Sim eu escrevi uma terceira parte e talvez uma quarta. ·.









quarta-feira, 17 de junho de 2015

Acorda Julia!

                 Happy Halloween.

Ofegante respirava aquele ar gelado de pânico, olhei em todas as direções, tentando fazer a melhor escolha, mas nada parecia ser o bastante pra me livrar da morte, tão próxima que eu quase conseguia toca-la. Corri rumo a casa, a mata densa deixada para traz parecia mais segura que a imensa e cabalística construção para qual me dirigia, porém se queria encontrar alguém vivo me restava essa opção. A porta estava aberta as luzes acesas e não havia ninguém, nenhum barulho, nem presença viva aparente. Entrei e percorri com cuidado seus corredores, nada ali além de móveis antigos, ao entrar no terceiro quarto quase totalmente escuro, consegui distingui a silhueta de uma pessoa. Entrei e me aproximei do corpo olhei com dificuldade até minha pupila acostuma-se com a pouca luz, e engoli a seco quando distingui o rosto que me encarava sem vida. Uma semana antes Amanda sorria convencida e animada com a viajem que faríamos no feriado, há quatro horas, bêbada, ela tentava me convencer que teria achado o grande amor de sua vida, agora se encontrava morta. Fechei seus olhos, e minhas lagrimas pingaram em seu rosto. Então houve um barulho, era a porta, depois passos. Tive medo pela segunda vez àquela noite. Rastejei para debaixo da cama, quase não havia espaço ali, era um móvel velho, e fez um barulho ensurdecedor quando tentei me acomodar, tudo de que eu não precisava. Os passos ficaram mais altos, sai dali e me pus no canto daquele cômodo, busquei com a vista algo que me servisse de arma, não tive tempo. Caminhando em meu sentido um homem lunático e perverso segurava um objeto metálico, se locomovia rapidamente enquanto eu desesperada empunhava um abajur, só com uma certeza, eu estava mais agarrada a vida que aquele monstro a faca. Tentei corre, no entanto ele conseguiu-o me aferir um golpe de faca sob o ombro esquerdo, a dor foi medonha senti o calor de o líquido vermelho percorrer meu corpo, deixei cair o abajur, ele lançou sobre mim um segundo golpe, aparei com o braço, enquanto falava pra mim mesma ''acorda Julia! Acorda ou você vai morrer'' nada, não adiantou. Me desviei do terceiro golpe, e o empurrei, o corpo no chão o fez cair, pisei na mão que ele segurava a faca, ele a soltou, tentou se levantar, mas chutei sua cabeça contra a cama, repeti o chute uma vinte vezes, até ver o sangue. Eu sentia algo demoníaco, vislumbrei seu corpo do alto, ainda respirava, empunhei a faca, me ajoelhei e o atingir no peito com as forças que me restavam, sua respiração parou. Sai dali cambaleando, o sangue ainda escorria de mim, a noite era fria, tentei estancar o sangramento, em vão, cai fraca sobre o capim curto, olhei o céu...

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Um dia de TPM

                 


露水安娜与海豚、衣、精致、FASHION、时光猎场


Acordei tarde, e já era quase hora de ir pra escola, me arrumei as pressas,'' mais cadê meu tênis? E meu livro de português, onde foi parar?'' sai de casa correndo ainda com os cabelos despenteados e uma cara que não disfarçava o sono, caminhei o mais rápido que pude e mesmo assim não parecia o bastante, cheguei  um minuto antes de fecharem o portão ''Ufa!'' entrei na sala e  lembrei que meu cabelo devia estar horrível,  então me sentei esperando passar despercebida pelo resto da manhã, ou pelo resto da vida, fiquei ali quieta olhando pro rosto da professora sem entender uma palavra do que ela dizia, minha mente estava longe. Longe o bastante pra não escutar a minha amiga me chamar por três vezes, ''eiii, gabi!'' olhei ''o que tu tem hoje?'' ''hum?'' ''deixa pra lá, eu tenho que te contar umas coisas sobre a festa de ontem''. então ela começou, onde parou? Eu não faço a mínima ideia, deve ter falado sobre o és e como ele evitava ficar perto dela, essa parte eu escutei, acho que só. então soou o primeiro horário, e o segundo, e o terceiro..., e eu mais parecia não estar ali. ai o quarto, o quinto e o sexto. E o tempo passava por mim sem ser notado, sem ser vivido, fui pra casa, aquele não era um dia bom, e eu nem sabia explicar por que. Essas confusões mentais que tenho em mim um dia vão me deixar doida, mais que seja. Deitei no sofá e li três paginas de um livro, fiquei o resto da tarde ali, e o resto da noite na cama, tentando ocupar minha mente para não pensar ''em que mesmo?'' eu nem sabia, tava irritada, tava indisposta, tava confusa. ai dormi.

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                钴蓝群青里的小时光、LIFE

              


Eu devia ter uns dez anos, e ja enfrentava aquela rotina pesada de ir a escola pela manhã e passar longas tardes solitárias na enorme casa da minha vó, que se ocupava todas aquelas horas dormindo com o velho dela. Eu nunca entrava no quarto deles, havia tentado uma vez e por ventura me arrependido muito ( não quero falar sobre isso).
Era a quarta série acho, (e se você prestar bastante atenção em mim vai perceber que eu nunca tenho certeza de nada). E minha professora, dela eu lembro bem, era quase um metro e cinquenta de mulher, um rostinho pouco amigável e um tanto desproporcional, mas se você superasse a barreira da aparência veria que por detrás daquela pobre criaturinha horrenda, havia uma sujeitinha formidável, sério mesmo, só um defeito, passar tarefas que eu nunca ficava lá muito afim de fazer.
Uma vez nos pediu pra fazer um poema ( q droga!) Não é que eu não tivesse a capacidade de escrever um, eu tinha, eu sabia disso, entretanto eu queria fazer coisas mais bacanas e interessantes ( como pintar copinhos descartáveis de café com pinceis de hidro cor). E não precisava escrever um porque ja havia sido escrito, varios até, eu só precisava escolher, chegava a doer de tão boa q era a idéia. Minha prima q por ali morou antes de mim, deixou pra traz varias agendinhas repletas de escritos, sabia da existência delas, pq tanto tempo livre me possibilitou "malinar" em cada cantinho obscuro daquela casa. Selecionei um com bastante palavras difíceis q rimavam, tão lindo, era perfeito.
No outro dia pela manhã eu tentava nao rir malignamente por ser tão esperta, e fiz questão de ler na frente, puta insensatez! Não precisei recitar nem duas estrofes, para que minha professora começa-se a me olhar assustada, pasma e sem reação enquanto a sala ria, e eu continuava lendo, até ser interrompida.
- Gabriela foi vc q escreveu isso?
- claro q foi. Com a cara mais sínica q consigo fazer falei sem pestanejar.
- ok, se foi vc escreva outro pra mim.
- m... Mas ?
- sem mas e depois quero conversar com vc no final da aula.
Porcaria! Eu tava fudida, mesmo assim escrevi um poeminha, q ficou uma merda, e rimava palavras como canto e encanto, saudade e felicidade... No final da aula ela me explicou q o poema orgulhosamente lido, era de um conteúdo extremamente adulto e impróprio, não pude deixar de sentir ódio daquela cretina da minha prima, so tinha uns doze anos e já escrevia putaria rimada. Confessei o meu erro ( só insisto em mentiras q me trazem vantagens, não era o caso).
Voltei pra casa determinada a entregar aqueles caderninhos de sacanagem bem escrita pra minha vó, e acabar com a fama de boa moça daquela imoral, no entanto agora que eu sabia do que realmente se tratavam, decide guardar com mais cuidado, bela idéia :), tempos depois me foram úteis