Ofegante respirava aquele ar gelado de pânico, olhei em todas as direções, tentando fazer a melhor escolha, mas nada parecia ser o bastante pra me livrar da morte, tão próxima que eu quase conseguia toca-la. Corri rumo a casa, a mata densa deixada para traz parecia mais segura que a imensa e cabalística construção para qual me dirigia, porém se queria encontrar alguém vivo me restava essa opção. A porta estava aberta as luzes acesas e não havia ninguém, nenhum barulho, nem presença viva aparente. Entrei e percorri com cuidado seus corredores, nada ali além de móveis antigos, ao entrar no terceiro quarto quase totalmente escuro, consegui distingui a silhueta de uma pessoa. Entrei e me aproximei do corpo olhei com dificuldade até minha pupila acostuma-se com a pouca luz, e engoli a seco quando distingui o rosto que me encarava sem vida. Uma semana antes Amanda sorria convencida e animada com a viajem que faríamos no feriado, há quatro horas, bêbada, ela tentava me convencer que teria achado o grande amor de sua vida, agora se encontrava morta. Fechei seus olhos, e minhas lagrimas pingaram em seu rosto. Então houve um barulho, era a porta, depois passos. Tive medo pela segunda vez àquela noite. Rastejei para debaixo da cama, quase não havia espaço ali, era um móvel velho, e fez um barulho ensurdecedor quando tentei me acomodar, tudo de que eu não precisava. Os passos ficaram mais altos, sai dali e me pus no canto daquele cômodo, busquei com a vista algo que me servisse de arma, não tive tempo. Caminhando em meu sentido um homem lunático e perverso segurava um objeto metálico, se locomovia rapidamente enquanto eu desesperada empunhava um abajur, só com uma certeza, eu estava mais agarrada a vida que aquele monstro a faca. Tentei corre, no entanto ele conseguiu-o me aferir um golpe de faca sob o ombro esquerdo, a dor foi medonha senti o calor de o líquido vermelho percorrer meu corpo, deixei cair o abajur, ele lançou sobre mim um segundo golpe, aparei com o braço, enquanto falava pra mim mesma ''acorda Julia! Acorda ou você vai morrer'' nada, não adiantou. Me desviei do terceiro golpe, e o empurrei, o corpo no chão o fez cair, pisei na mão que ele segurava a faca, ele a soltou, tentou se levantar, mas chutei sua cabeça contra a cama, repeti o chute uma vinte vezes, até ver o sangue. Eu sentia algo demoníaco, vislumbrei seu corpo do alto, ainda respirava, empunhei a faca, me ajoelhei e o atingir no peito com as forças que me restavam, sua respiração parou. Sai dali cambaleando, o sangue ainda escorria de mim, a noite era fria, tentei estancar o sangramento, em vão, cai fraca sobre o capim curto, olhei o céu...
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Acorda Julia!
Ofegante respirava aquele ar gelado de pânico, olhei em todas as direções, tentando fazer a melhor escolha, mas nada parecia ser o bastante pra me livrar da morte, tão próxima que eu quase conseguia toca-la. Corri rumo a casa, a mata densa deixada para traz parecia mais segura que a imensa e cabalística construção para qual me dirigia, porém se queria encontrar alguém vivo me restava essa opção. A porta estava aberta as luzes acesas e não havia ninguém, nenhum barulho, nem presença viva aparente. Entrei e percorri com cuidado seus corredores, nada ali além de móveis antigos, ao entrar no terceiro quarto quase totalmente escuro, consegui distingui a silhueta de uma pessoa. Entrei e me aproximei do corpo olhei com dificuldade até minha pupila acostuma-se com a pouca luz, e engoli a seco quando distingui o rosto que me encarava sem vida. Uma semana antes Amanda sorria convencida e animada com a viajem que faríamos no feriado, há quatro horas, bêbada, ela tentava me convencer que teria achado o grande amor de sua vida, agora se encontrava morta. Fechei seus olhos, e minhas lagrimas pingaram em seu rosto. Então houve um barulho, era a porta, depois passos. Tive medo pela segunda vez àquela noite. Rastejei para debaixo da cama, quase não havia espaço ali, era um móvel velho, e fez um barulho ensurdecedor quando tentei me acomodar, tudo de que eu não precisava. Os passos ficaram mais altos, sai dali e me pus no canto daquele cômodo, busquei com a vista algo que me servisse de arma, não tive tempo. Caminhando em meu sentido um homem lunático e perverso segurava um objeto metálico, se locomovia rapidamente enquanto eu desesperada empunhava um abajur, só com uma certeza, eu estava mais agarrada a vida que aquele monstro a faca. Tentei corre, no entanto ele conseguiu-o me aferir um golpe de faca sob o ombro esquerdo, a dor foi medonha senti o calor de o líquido vermelho percorrer meu corpo, deixei cair o abajur, ele lançou sobre mim um segundo golpe, aparei com o braço, enquanto falava pra mim mesma ''acorda Julia! Acorda ou você vai morrer'' nada, não adiantou. Me desviei do terceiro golpe, e o empurrei, o corpo no chão o fez cair, pisei na mão que ele segurava a faca, ele a soltou, tentou se levantar, mas chutei sua cabeça contra a cama, repeti o chute uma vinte vezes, até ver o sangue. Eu sentia algo demoníaco, vislumbrei seu corpo do alto, ainda respirava, empunhei a faca, me ajoelhei e o atingir no peito com as forças que me restavam, sua respiração parou. Sai dali cambaleando, o sangue ainda escorria de mim, a noite era fria, tentei estancar o sangramento, em vão, cai fraca sobre o capim curto, olhei o céu...
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